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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

SOBRE MODA E MODA DENTRO DA MODA



Bom era o tempo em que tucano era uma ave, lula apenas um fruto do mar, rosinha uma flor, garotinho um menino levado, "genoíno", algo de verdade, de confiança, e caniço, um equipamento de pesca.
Com a moda da cerveja em alta, surgiu uma outra moda: em 2013 uma pá de camaradas resolveu criar seu proprio MÉ, e defender uns trocos com isso.
Alguns, não tinham nada a ver com o cenário cervejeiro, acredito eu, só queriam mesmo era faturar um din-din. Lógico que levantar uma grana é um direito beliscado ao dever do cidadão comum, mas o que ocorre sempre em terras tupiniquins, é o péssimo hábito de achar bonito/gostar, e se resignar a ter um produto "meia boca" à disposição.
Na onda desse modismo, dentro do modismo, surgiram geniais idéias sem criatividade, de rótulos com nome de bandas de música. A idéia ja existia lá fora, e algumas das já consagradas cervejarias brazuca lançaram seus rótulos com receitas bem elaboradas, mas que fizeram com que alguns homebrews de primeira viagem, lançassem sua cervejota com o nome de uma ou outra banda com ou sem autorização, e sem inspiração no conceito. Lembro que ouvi de um artista com o nome de equipamento de pesca, falando na tv: "Nossa cerveja tem sabor de rock'n roll!"

WTF!?? O que seria uma cerveja com sabor de rock?
Sendo policamente correto, e me isentando de processos do sindicato das atividades circences, exclamo: Que "palha assada" é essa!?
Algumas das cervejas têm o sabor tão semelhante uma das outras, que me faz acreditar na teoria da Conspiração Cervejeira philosofada por um amigo meu, que diz que vem tudo de uma única cervejaria ou receita.
Sou um cara a favor da cerveja artesanal, aquela sem tampinha personalizada e vendida no boca-a-boca, na peleja, e com fermentador dentro de uma geladeira no fundo de casa. Mas é importante o estudo, a leitura, e na hora de dar o nome, é melhor colocar no rótulo o nome daquela sua ex que maltratou seu coração, tipo "Katilanga Blond Beer", do que "Mc Naldo Pale Ale". Me ajuda, meu amigo "cervejeiromatreirodebarriguinhapró"! Tem dó, Bionicão!
Medo que eu tenho de aparecer uma cerveja do tipo "Fiuk Fruit Beer"... ou sei lá mais o que pode existir na cabeça desses caras. Aff...

Em tempo: Dicas de moda do HE-MAN: 
"vc querida de mini saia preta, tenis all star cano alto, meia arrastão, num show do Slipknot, corre o risco de mais parecer uma chiquita do inferno do que uma headbanger!




Fonte: eu proprio
Fotos: reprodução

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

FIM DE ANO


"O mar de Minas é no céu, prô mundo olhar para cima e navegar, sem nunca ter um porto para chegar" Autor desconhecido




Planos e mais planos para o ano que vem, preparativos para mudar a cara do meu blog me fizeram dar um tempo nas escreveções por aqui. É certo que nesse tempo acumulei um bolão de articulos para não acontecer esse apagão como esse que teve.
Confesso que mais forte que esses planos foi a "crise existencial" que tenho vivido. Tipo uma menopausa masculina que por mais que eu viajasse eu não conseguia desembarcar de mim mesmo e isso travou tudo.

Mas como orgulhosamente mineiro que sou, já esta na hora de sacudir a poeira, pegar minha matula e seguir viagem porque assim que tem que ser. Nessa matula eu tenho certeza que levo tudo o que preciso para mim e para você.

Escrevo esse post fazendo meu "mea culpa" e aproveito para desejar a todos BOAS FESTAS com muita comida da boa, cerveja "a gosto" e muitas alegrias, and juízo e respeito ao próximo!

E como relembrar é viver segue minhas dicas:

A cerveja "Bunda do Papai Noel"

Cerveja e comidinhas natalinas


E NÃO SE ESQUEÇA...


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O IMBECIL DA CERVEJA

Recebi esse texto de um amigo, ele foi publicado no "ESTADÃO" na coluna de humor(!?) escrita do dia 13 de agosto de 2013 as 6:52 da matina. Com certeza o cara acordou e estava sonolento com preguiça e salvo da tal criatividade que é inerente aos ditos humoristas.
Após uma enxurrada de comentarios, dois seres ilumindos opnaram e eu dou destaque ao Paulão, qual faço meu brinde!
Segue, na integra, abaixo:


O chato da cerveja

reproduçãoCom a chegada triunfal ao mercado brasileiro de uma infinita variedade de cervejas artesanais aditivadas de especiarias incomuns ao néctar, já existe por aí uma confraria de chatos muito parecida com a dos famosos degustadores de vinhos.
Gente que, logo no primeiro copo, observa a coloração, o aroma, o retro-gosto e a gaseificação da bebida que para a maioria dos mortais só precisa estar estupidamente gelada.
Quem pedir “uma cerveja, por favor” num boteco metido à besta corre o risco de ser submetido a um interrogatório sobre as inúmeras alternativas que o garçom – quando não o ‘sommellier de cervejas’ – tem a oferecer ao consumidor.
“De quê família aromática?”; “de baixa ou de alta fermentação?”; “com malte torrado ou dose extra de lúpulo?” “Pilsen com mandioca ou weiss com mel?”
O mais provável é que, constrangido, o pobre coitado que só quer refrescar a goela vá molhar o bico no ‘pé sujo’ mais próximo. Ou troque o pedido para “uma caipirinha”.


Enviado por: Paulo

Mas a culpa é das próprias mega-cervejarias, que depois que se juntaram passaram a produzir alguma coisa amarela, amarga e que deve se beber bem gelada para não sentir o sabor, ao invés de cerveja. E quem faz cerveja vende para quem conhece. Se é para tomar esses lixos aguados que estão aí, melhor um suco, já que pelo menos você sabe o que está tomando.
E essa tal InBev, que fez um grande monopólio, não duvido que já tenha ocorrido um papo assim lá dentro:
- Se colocarmos 15% de cocô de cavalo na fórmula da cerveja e reduzirmos em 10% a cevada, vamos ter uma redução de custo de 20%!
E o executivo responde:
- Vai acontecer o que com as vendas?
- Se mudarmos a nossa propaganda para que ela seja consumida sempre muito gelada, talvez até aumente agora no verão!
- Manda pau!
Pensaram que ele ia perguntar o que????
Tá entendido por que as cervejas artesanais começaram a fazer sucesso?


Enviado por: Paulão13/08/2013 - 14:49
Sobre o texto “O Chato da cerveja” publicado em sua coluna no Estadão.
Em primeiro lugar, existe sim este personagem habilmente detectado pela sua perspicácia.
No entanto, cabe uma comparação para apontar a causa do nascimento deste cidadão e sua eventual relevância no contexto alcóolico brasileiro..
Imaginemos, inicialmente, que não tratamos do produto cerveja. Digamos que nosso objeto de análise seja a vagina. Imagine, caro Tutty, que vc passou a vida inteira interagindo com o mesmo tipo de vagina, anos e anos a fio: cor, sabor, nível de depilação, configuração. Ok. Agora imagine que de uma hora pra outra vc descobre que há mais de 300 tipos de vagina no mundo, sendo que vc só conhecia um tipo. Naturalmente vc ficaria interessado em conhecer as novidades, certo? Eu ficaria!
Seguindo neste exercício de imaginação, suponhamos que exista um tipo de vagina com sabor de hortelã, outro com aroma de café, um com um alçapão liberador de morfina, outro com acesso direto ao ânus e ainda um outro feito para sadomasoquistas que contenha uma ratoeira dentro, para esmagar o pênis do usuário assim que ele penetre o orifício vaginal. Vc, usuário de vaginas heterodoxo, não apreciaria se alguém lhe desse detalhes sobre esta “peça” que pode lhe causar grande dano peniano? Então: o chato a quem vc se refere nada mais é que um sujeito bem informado sobre as novidades do mercado de vaginas, indicando qual destas novidades pode ser mais interessante para cada tipo de consumidor. De posse destas preciosas informações, o usuário de vaginas (ou cervejas) poderá escolher a que mais lhe interessa consumir ou ficar com a vagina (cerveja) já conhecida, com aquele velho gosto de xixi de gato.
Ajudei um pouco a compreender o que significa esta variedade de cervejas?
Terei sido desagradável? O chato da vagina, quem sabe?
Obrigado pela atenção
Paulão

CLAP CLAP CLAP CLAP!! UMA SALVA DE PALMAS PARA O PAULÃO PELA EXPLICAÇÃO LUDICA E SINGELA!!




Quem quiser ler na integra, vai la http://blogs.estadao.com.br/tutty/o-chato-da-cerveja/


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

MIL E UMA....qualquer coisa

EXISTEM TROCENTOS LIVROS QUE COMEÇAM COM O TITULO 1001....LUGARES, FILMES, COMIDAS, CERVEJAS, PEIXES PARA SE PESCAR, VINHOS, CHARUTOS E ATÉ 1001 LIVROS PARA SE LER, SERA QUE CONSTA ALGUM "1001"?

EU QUE ANDO MEIO SEM CRIATIVIDADE, ESTAVA CHAFURDANDO NA NET, QUANDO EU ME DEPAREI COM ESSA BELEZURA...

1001 MANEIRAS DE SE ABRIR UMA CERVEJA!
SACA SÓ!


POR ENQUANTO É ISSO MOÇADA!



quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Mundo Estranho informação estranha

O pior do que a falta da informação é justamente a informação dada de maneira errada. Como não fui quem viu a reportagem a tempo de poder comentar, segue as observaões pelo sapiente confrade cervejeiro da Homini Lupulo publicou no seu site.

Foi publicada um infográfico bem ilustrado e lúdico, mas cheio informações tortas ou que eu considero no minimo mal editadas. A Abril cita as fontes que me levam a crer que vieram de um mundo estranho.
Vamos as observações do nosso amigo qual assino embaixo.



Para ver a imagem ampliada, clique aqui.

Erro 1: De cara, temos a explicação sobre os ingredientes básicos, a Lei de Pureza e que isto é respeitado na Alemanha e na Bélgica. Os belgas não tem qualquer compromisso com o uso de malte, água e lúpulo, apenas. O uso de açúcar é muito comum, bem como especiarias, frutas e afins. Lei de Pureza é uma preocupação da cultura cervejeira alemã, apenas.

Erro 2: o arroz não é ingrediente básico de nenhuma cerveja. Ele é utilizado como fonte de carboidrato mais barata em cervejas comerciais, em larga escala. Porém, toda cerveja tem como base o malte, que pode ser de cevada, trigo e centeio.

Erro 3: no item 2, sobre a brassagem, é falado que esta dura cerca de 5 horas. Não é verdade, e está longe disso. A brassagem de uma cerveja leve, como uma pale ale, por exemplo, dura em torno de uma hora. As mais longas podem chegar a duas horas.

Erro 4: ainda no item 2, o que seriam os demais ingredientes da cerveja que seriam adicionados ao fim da brassagem? A curiosidade chegou a índices altíssimos!! Bem, após a brassagem, o mosto filtrado, sem o grão, é fervido, estapa que não é citada no gráfico. Nesta etapa é adicionado o lúpulo.

Erro 5: no item 3 fala que todas as fermentações acontecem em até 5 dias. O tempo de fermentação vai depender de vários fatores. Em alguns casos, pode passar de 10 dias, dependendo principalmente da densidade do mosto a ser fermentável.

Erro 6: no item 4 fala em maturação a 0 graus. Lagers maturam a esta temperatura, ou um pouco acima. Mas as ales podem entrar em maturação abaixo dos 10 graus. Assim, generalizando, as cervejas maturam entre 10 e 0 graus.

Erro 7: Agora, quando chegou na parte do “faça o seu pedido” o negócio ficou tenso. Vamos aos primeiro erro grosseiro: lá diz que lagers são cervejas de baixa fermentação e graduação alcoólica. Não existe nenhuma relação entre as coisas. O que determina o teor alcóolico é a quantidade de açúcar fermentável, que vira álcool e CO2 durante a fermentação. Existem estilos de lager, como doppelbock, que passam facilmente dos 8% de teor alcoólico, entre outros. Bem como ales de baixo teor alcoólico.

Erro 8: nada no estilo ale determina que a cerveja seja mais doce, como diz o texto. Tampouco, que elas são mais encorpadas. Este tipo de características depende de outros insumos e processos que não apenas o tipo de fermentação. As cervejas mais amargas são do tipo ale, como as bitters e IPAs.

Erro 9: ainda no estilo Ale. A Alemanha é uma tradicional produtora de lagers, e não de ales como foi dito, tendo basicamente apenas as cervejas de trigo na categoria de ale. Na Bélgica e na Irlanda, bem como em todo o Reino Unido, as ales são muito populares.

Erro 10: não há nada que determine que as cervejas lambic são feitas com trigo. Algumas são, outras não.

Eu até queria acrescentar algumas observações, mas confesso que fiquei "aflito" para publicar isso tudo, porque a Abril tem muito mais circulação do que meu blog e eu me senti na obrigação de repassar.
Claro que tudo o que foi observado, não é merito meu mas do grande escrevedor Bernardo Graça Couto,(sou mais bonito que ele) um expert e fã, como eu, do assunto e da cultura cervejeira.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Uma boa noticia para nós, mineiros! - Amenindades

Quem participa do mercado cervejeiro, sabe as dificuldades de uma produção e venda do produto artesanal. Por isso qualquer sinal de "boa vontade" por parte das politicas que tanto atravancam aqueles que sonham em um dia viver da sua própria produção, é bem vinda.


PROJETO PREVÊ INCENTIVO À PRODUÇÃO DE CERVEJA ARTESANAL


O Projeto de Lei (PL) 1.208/11, que institui o Programa de Incentivo à Produção de Cervejas e Chopes Artesanais no Estado, teve parecer pela legalidade aprovado durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta terça-feira (22/11/11). De autoria do deputado Gustavo Valadares (DEM), a proposição foi relatada pelo deputado André Quintão, que opinou favoravelmente, na forma do substitutivo n° 1.


Em justificativa, o autor afirmou que o mercado das cervejas e dos chopes artesanais encontra-se em expansão, e que o Estado de Minas Gerais já fabrica quase 500 mil litros do produto por mês.


De acordo com o projeto original, a Secretaria de Estado da Fazenda, com o intuito de efetivar o programa, ficaria autorizada a conceder tratamento tributário diferenciado às microcervejarias de crédito presumido, observados os termos e as condições previstos em regulamento, desde que tributadas pela alíquota máxima de 8% do ICMS que incidir nas saídas de cerveja e chope artesanal, produzidos pelo próprio estabelecimento.


Ainda de acordo com o projeto, o benefício do programa ficaria limitado à saída de 200 mil litros do produto por mês e abrangeria a parcela relativa ao imposto retido por substituição tributária. O projeto ainda esclarece que, para fins de aplicação da lei, será considerada microcervejaria a empresa cuja soma da produção anual de cerveja e chope não seja superior a 3 milhões de litros; e que cerveja ou chope artesanal é o produto elaborado a partir de sumo que contenha, no mínimo, 80% de cevada malteada ou extrato de malte, conforme registro do produto no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.


Alterações - O substitutivo apresentado por Quintão passa a dispor sobre as medidas de incentivo à produção de cervejas e chopes artesanais. O novo texto sugerido mantém a concessão de incentivo fiscal às microcervejarias de crédito presumido, mas exclui a previsão de que essas empresas, para receberem o benefício, sejam tributadas pela alíquota máxima de 8% no ICMS, conforme previa o projeto original.


Outra alteração é a mudança do valor da produção anual de cerveja e chope para que a empresa seja considerada uma microcervejaria. Esse valor, de acordo com o substitutivo, passa de 3 para 5 milhões de litros. Por fim, o substitutivo prevê que as medidas de incentivo à produção da cerveja artesanal poderão incluir a redução do ICMS que incidir na saída dos produtos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Cerveja Duff

A TÃO FALADA DUFF


Confesso que eu já "gastei a sola te procurando" (quem é de João Monlevade, já viu essa expressão) atrás dessa cerveja. Procurei pracas. 
Na Argentina vi vários "Carrefours" propagandeando a presença dela, mas quando eu chegava lá para comprar, ouvia a maravilhosa expressão: Tem, mas  acabou. WTF!!! 
E eu pensava: arrentino de mierda!

Mas agora meu coração enche de esperança, pois foi propagandeado pelo Estadão, causando um verdadeiro bafafá no meio dos chamados "Cervejeiros Matreiros" porque surgiu no mercado tupiniquim quiçá, mas only in Sunpaulo, a lendária cerveja Duff. A preferida de Springfield. A razão de viver do Hommer Simpsons

Vejam a matéria na integra no Estadão.
Com mapa e tals.

Como eu sou um típico típico mineirim típico, fico aqui na precisância de algum cara que conhece cara que conhece algum cara em Sampa City para comprar uma(s) e enviar para mim. Filantropia ou a cobrar. 
Quero camisas, garrafas, bonés, copos e afins!!

E pra finalizar, confesso:


Boa noite!




terça-feira, 15 de novembro de 2011

DRUMMOND E A CERVEJA - Amenidades e cultura

A CERVEJA DO CARLOS DRUMMOND ANDRADE


Esse texto meu foi apresentado pelo meu amigo Pedrin que escreve o blog trutaphotos, o qual você não pode deixar de visitar, e foi chupinhado do blog da abibliotecaderaquel, uma jornalista.

Engraçado imaginar qual seria a reação de Drummond hoje com a grande quantidade de rótulos, marcas, tipos e até copos diferentes disponíveis no mercado, uma vez que em 1974, quando ele publicou, resigna-se diante de 12 marcas??

Leia a crônica, vale a pena.

A DE SEMPRE
Carlos Drummond de Andrade

PARA QUEM NÃO CONHECE, DRUMMOND É O DE JAQUETA DOURADA


— Até beber cerveja ficou difícil — queixa-se.
— O preço?
— Não. A variedade. O embaras du choix.
— Mas se você já estava acostumado com uma...
— E as novas que aparecem? Em cada Estado surge uma fábrica, se não surgem duas. Cada qual oferecendo diversas qualidades. Você senta no bar de sua eleição, um velho bar onde até as cadeiras conhecem o seu corpo, a sua maneira de sentar e de beber. Pede uma cervejinha, simplesmente. Não precisa dizer o nome. Aquela que há anos o garçom lhe traz sem necessidade de perguntar, pois há anos você optou por uma das duas marcas tradicionais, e daí não sai. Bem, você pede a cervejinha inominada, e o garçom não se mexe. Fica olhando pra sua cara, à espera de definição. Você olha para cara dele, como quem diz: Quê que há, rapaz? Então ele emite um som: Qual? Você pensa que não ouviu direito, franze a testa, num esforço de captação: qual o quê? Qual a marca, doutor? Temos essa, aquela, aquela outra, mais outra, e outra, e outras mais. . Desfia o rosário, e você de boca aberta: Como? Ele está pensando que eu vou beber elas todas? Acha que sou principiante em busca de aventura? Quer me gozar? Nada disso. O garçom explica, meio encabulado, que a casa dispõe de 12 marcas de cerveja nacional, fora as estrangeiras, sofisticadas, e ele tem ordem de cantar os nomes pra freguesia. Até pra mim, Leovigil? pergunto. Bem, o patrão disse que eu tenho de oferecer as marcas pra todo mundo, as novas cervejas têm de ser promovidas. Não mandou abrir exceção pra ninguém, eu é que, em atenção ao doutor, fiquei calado, esperando a dica... Não quis forçar a barra, desculpe.
— E aí?
— Aí eu disse que não havia o que desculpar, ordens são ordens e eu não sou de infringir regulamentos. Os regulamentos é que infringem a minha paz, freqüentemente. Mas para não dar o braço a torcer, nem me declarar vencido pela competição das cervejas, concluí: Leovigil, traga a de sempre.
— Não quis dizer o nome?
— Não. Minha marca de cerveja — "minha garrafa", digamos assim, pois a individualidade começa pela garrafa — passou a chamar-se "a de sempre". Não gosto de mudar as estruturas sem justa causa, nem me interessa dançar de provador de cerveja, entende?
— Mas que custa experimentar, homem de Deus?
— Só por experimentar, acho frívolo. Os moços, sim, não encontraram ainda sua definição, em matéria de cerveja e de entendimento do mundo. Saltam de uma para outra fruição, tomam pileques de ideologias coloridas, do vermelho ao negro, passando pelo róseo, pelo alaranjado e pelo furta-cor. Mas depois de certa idade, e de certa experiência de bebedor, você já sabe o que quer, ou antes, o que não quer. Principalmente o que não quer. E é isso que os outros querem que você queira. Tá compreendendo?
— Mais ou menos.
— Na verdade, não há muitas espécies de cerveja, no mundo das idéias. Mas os rótulos perturbam. Uns aparecem com mulher nua, insinuando que o gosto é mais capitoso. Bem, até agora não vi rótulo de cerveja mostrando mulher com tudo de fora, mas deve haver. Mulher se oferecendo está em tudo que é produto industrial, por que não estaria nos sistemas de organização social, como bonificação?
— Você está divagando.
— Estou. Divagar é uma forma de transformar pensamentos em nuvem ou em fumaça de cigarro, fazendo com que eles circulem por aí.
— Ou se percam.
— E se percam. Exatamente. 0 importante não é beber cerveja, é ter a ilusão de que nossa cerveja é a única que presta. 

Sujeito mais conservador! Ou sábio, quem sabe?


Texto extraído do livro “De notícias & não notícias faz-se a crônica”, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1974, pág. 137.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

TUMULT - A loira das Arabias!




"A Coca-Cola quer lançar uma nova marca de cerveja voltada principalmente para os jovens profissionais, trintões e pessoas com estilo". Isso na definição da própria Coca-Cola camaradas. Eu não tenho nada a ver com essa balela.


O nome da breja é “Tumult” e trata-se de uma cerveja no estilo sem “álcool” (arght!!), e sem entrar nas discusões de que cerveja totalmente sem álcool não existe, a grande novidade dessa maravilha deve-se ao fato de existir duas versões ou dois sabores. 
Uma maltada e outra levemente frutada e com uma razão de existir. A maltada para menininhos (acima de 18) e a frutada para as moçoilas (acima de 18 anos) anos. Isso segundo o fabricante, por isso me inclua fora dessa balela.Mas como o dito fabricante é famoso por não dar ponto sem nó esperemos um tempo para ver "qualéqueé", para só então descer a lenha, ou não.


Lançada no restaurante gourmet Thoumieux, do famoso chef Jean-François Piège do qual eu eu nunca vi ouvi falar, o qual cita que essa cerveja é destinada a uma clientela mais fina (ui) e para os que amam a verdadeira cozinha francesa. Esse papinho não me pega nao.


O que eu apurei de fato, é que a Coca de olho no mercado árabe quer fazer concorrência contra as cervejas do tipo Fayrouz (que é da Heineken, na Tunisia), a Sultan (da cervejaria Kriek, da Belgica)  e a Moussy que possue o selo “halal” ( significa = permitido para consumo) podendo ser consumido por qualquer mulçumano praticante ou não, filiado a algum partido-religioso-político. 
O halal é dado por um ihman cheio de "salamaleques" que não libera o selo fácil, mas quando liberar para Coca o certificado "alimento halal" a Tumult poderá ser vendida na Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes, Argélia, Nigéria,etc, além das grandes comunidades mulçumanas por toda Europa, para alegria ou tristeza dos nossos confrades que curtem a túnica como indumentária e enchendo os cofrinhos da Coca fazendo a alegria da família Cola.


Como eu disse, a Coca não dá ponto sem nó, como diz aqui pelas Gerais, e o mercado desse tipo de cerveja cresceu de 8% para 15% só na Europa, isso devido a campanhas anti álcool e a política cada vez mais rígida sobre segurança rodoviária. Na república Tcheca, aonde os espertos confrades cervejeiros não aceitavam essa de cerveja sem álcool é boa, esse mercado cresceu 3%.


É nesse oceano de malte "não alcoólico" que Coca-Cola planeja essa onda. Não conte comigo para surfar nessa praia e pra mim no fundo no fundo d'alma eu acho que a Coca tá querendo arrumar Tumult LOL!!!






Fotos: reprodução
Fonte: interpretação minha de notícias chupinhadas da net (crianças, não tentem fazer isso em casa)

sábado, 6 de agosto de 2011

A lenda sobre o Kirin é real ?? - Kirin X Schin 1º ROUND


ARGHHHH!!!!!!
os irmãos José Augusto, Daniela e Gilberto Schincariol Junior acabam de conseguir na Justiça uma decisão liminar na ação cautelar que procura tornar inválida a venda da Schincariol para a Kirin. Ou seja, a venda da Schin anunciada na segunda-feira por 3,95 bilhões de reais, está suspensa integralmente.A alegação de Daneila, José Augusto e Gilberto – através do advogado Roberto Teixeira – é a de que seus primos Adriano e Alexandre, detentores de 50,55% da empresa, não observaram o direito de preferência que consta no acordo de acionistas. Por ele, a Schin deveria ter sido oferecida antes ao trio.A ação agora corre em segredo de Justiça em Itú. Agora, Adriano e Alexandre vão recorrer da decisão da juíza Juliana Bicudo. Este é apenas o primeiro de uma briga de muiotos rounds.
por Lauro Jardim, Veja Online


O que eu posso dizer que a lenda sobre o Kirin ganha força como eu profeticamente disse no post sobre o assunto: " 
É dito também que o Kirin só aparece em regiões que são governadas por pessoas benéficas ou virtuosas. Já vi que jamais teremos essa cerveja fabricada em solo Tupiniquim....
MEDO !! ;-)


sexta-feira, 8 de julho de 2011

Beber cerveja, pode evitar uma catastrofe global ?



Voce meu amigo cervejeiro de olhar matreiro e barriguinha pró, pode ter mais um orgulho desse belo modo de vida que vc leva!

Em uma pesquisa rapida, sem muito esforço eu encontrei várias matérias nos jornais que ressaltam o risco os seres viventes do globo terrestre, estão correndo. O efeito estufa, PLUS, buraco na camada de ozonio e SOMADO a queima desfreada de combustiveis fosseis estao levando o derretimento das geleiras e aumentando o nivel do mar. 
EXEMPLO DE CASAS DE PRAIA
HÁ SOMENTE DOIS QUARTEIRÕES
DA PRAIA


O que quer dizer meu caro colega, se vc pretente comprar uma casa a "beira mar", compre a 3 quateiroes de distancia, porque em brave, a praia vai bater a sua porta!

Mas o que nos, cervejeiros temos haver com isso??
Simples cabeção!
Poderemos passar de reles cachaceiros para uma real esperança para toda humanidade, ora pois!


A microcervejaria The Greenland Brewhouse, localizada a apenas seiscentos quilômetros do círculo polar ártico é de fato a primeira a lucrar com o derretimo das calotas polares e transformar todos os seus clientes em verdadeiros heróis!

MELHOR BEBER E SALVAR O PLANETA
Sabendo que o derretimento das geleiras no Groelândia ao longo das últimas décadas e que o nível de degelo vem se acelerando muito desde 1930 os geniais fundadores Salik Hard e Steen Outzen que além de levarem a sério a maxima: "enquanto uns choram outros vedem lenço", assistiam o mundo em polvorosa e se alarmando com o aquecimento global, silenciosamente tramaram um plano contra a fúria diabólica da mamãe natureza e acabam de lançar uma marca de cerveja produzida a partir da água das calotas polares: "A única cerveja do mundo produzida com o gelo derretido da Groelândia", garantem em sua publicidade. 

Para não causarem ódio nos ecochatos de plantão e nem serem acusados de estarem derretendo o gelo de proposito, espertamente perceberam que o gelo que se desprende das calotas, estavam derretendo e causando o agressivo aumento do nivel do mar colocando em risco não so sua casa de praia, como uma imensidão de ribeirinhos. 

PESCADOR DE GELO DESPRENDIDO
DE CAMPANA NA GROELANDIA
Desda maneira pescadores locais são encarregados de selecionar quais icebergs serão utilizados na produção da cerveja, contribuindo também para a sociedade Groelandençe com novas frentes de trabalho. O gelo, como tem entre dois mil e cento e oitenta mil anos, não apresenta qualquer poluente.A água é totalmente límpida. A cervejaria anuncia que produz o produto com "a água mais limpa do mundo". 
EXEMPLO DE GELO PARA
CERVEJA, JÁ COM O TIRA
GOSTO JUNTO

Os donos da cervejaria, sustentam que apenas se valem do gelo que já se soltou das geleiras em derretimento.
"Estamos absolutamente conscientes do aquecimento global e é muito importante que não destruamos o gelo único dentro da Groelândia, mas apenas utilizemos o gelo que já se soltou", diz a página da empresa na internet.
Eis um produto especial para os cervejeiros que além da e exacerbada preocupação ambiental querem contribuir de maneira puntual, bebendo a cerveja do aquecimento global.


Por isso meus amigos ajudem a manter o nível do mar, não deixe que esses famigerados icebergs derretam ao "leo" nos nossos mares. Bebamos-o-os !

terça-feira, 28 de junho de 2011

CHOPP X CERVEJA - Amenidades



Uma vez eu fui a uma festa, regada com um chopp fabricado aqui em Belo Horizonte de excelente qualidade (chopp famoso aqui nas bandas das Gerais), e perplexo vi alguns convidados sem beber e uma intensa movimentação dos anfitriões comprando cerveja, porque uma pequena minoria não bebia chopp, apenas cerveja.
Como tem nego chato nesse mundo!! Pessoas que quando estão com tosse ao invés de ir ao medico, vão ao teatro. Surreal o cara bater no peito, fazer feio e falar que não bebe chopp, apenas cerveja??!!! 
Qual o motivo pow !? Qual a diferença?

Pois vamos direto ao ponto, a mega-hiper-power-blast diferença. Tirem as crianças da sala: Cerveja é pasteurizada e o chopp não. Dããããã!!!

Resumindo, a cerveja é o chopp pasteurizado, ou seja, passou por um processo de "esquenta-esfria" bruscamente para conferir maior estabilidade microbiológica ao produto. Podemos também apregoar a ausência de conservantes, estabilizantes antioxidantes e também na adição de gáz carbônico que ocorre “manualmente”.

Qual a diferença no paladar, oh pá!?

Segundo o mestre Marco Falcone, proprietário da renomada Cervejaria Falke Bier, em comentário feito no site Brejas: "Hoje a maioria das grandes cervejarias pasteurizam o chopp, o que joga por terra a definição da diferença.  No entanto, realmente existe uma diferença no paladar. O fato é que no momento em que a cerveja circula na serpentina da chopeira ocorre uma perda de CO2 e consequentemente uma diminuição da acidez, o que torna a bebida mais palatável. "(sic)

O que quer dizer que o chopp, alem de livre de conservantes e outras químicas, é mais leve. Mas isso para paladares bastante treinados e não para a turma da “festa da laje” que eu fui. E vejam bem, a maioria das grandes cervejarias, estão pasteurizando, o chopp. !


Vejam a tabela abaixo, chupinhado do brejas, com todas as diferenças. "Masprestatenção", doidão: Há vários tipos de cerveja. Este comparativo é valido para analisar o verdadeiro chope brasileiro (não pasteurizado) e as cervejas pilsen nacionais, estilo Standard American Lager.


CARACTERÍSTICA
CHOPE / CHOPP
CERVEJA TIPO PILSEN BRASILEIRA
Válidade
10 dias fechado e 1 dia aberto (barril)
6 meses fechada e poucas horas aberta
Pausterizada
NÃO
SIM
Conservantes
NÃO
SIM
Antioxidantes
NÃO
SIM
Estabilizantes
NÃO
SIM
Envasamento
Barris de 10 a 50 litros
Garrafa/Lata/Keg
Teor Alcoólico
indiferente
indiferente
Teor Calórico
indiferente
indiferente
Gás Carbônico
Surge naturalmente no processo de fermentação, mas também é usado gás carbônico externo para manter o nível de gás do Chopp e extraí-lo de dentro do barril
Surge naturalmente no processo de fermantação, antes e/ou após o envaze. Não recebe carba extra de gás carbônico.
Pressão enquanto envazado
em torno de 2,5 Kg
não supera 1Kg
Surgimento
6 mil anos atrás
1876, com a invenção da Pasteurização


Mais curiosidades:

  • Em outros países, é normal encontrar cerveja vendida na torneira de chope, mas não confunda: quase sempre isso não passa de cerveja na pressão.
  • Cervejas artesanais e gourmet, mesmo sendo Standard American Lager, apresentarão diferenças consideráveis, principalmente com relação a antioxidantes e estabilizantes. Portanto, ao comprar sua cerveja, confira os ingredientes no contra-rótulo.
  • Cervejas de diferentes estilos, como diversas cervejas Ale e cervejas de guarda, têm validades bem maiores e algumas vezes até indeterminadas. Estas não são base para este comparativo, já que são estilos muito diferentes do chope e seria o mesmo que comprar banana com laranja.
  • A palavra chopp vem do alemão schopp e é uma medida de volume equivalente a 300 ml
  • O chopp ou a cerveja deve ser servido a uma temperatura comprrendida entre 2 e 4 ºC. Uma cerveja estupidamente gelada esta entre 0 a 2 ºC, fato este que so serve para amortecer as papilas gustativas, evitando que você saboreie a bebida de verdade . O ponto de congelamento da cerveja é 2.2 ºC e do chopp é 0 ºC, ou seja, não se deixe enganar com os termômetros das geladeiras ou das choppeiras dos bares, se a bebida estivesse realmente a -5 ºC já teria congelado
  • Tanto na cerveja quanto no chopp, não dispense o colarinho, dois dedos (3 cm) de espuma são ideais para reter o aroma e evitar a liberação de gás carbônico, além de funcionar como isolante térmico. A espuma cremosa revela a persistência e o bom estado da bebida.

Um pouco de história para você mostrar toda sapiência no seu boteco preferido e os bebuns pagarem pau:

Os primeiros registros encontrados sobre o chopp datam de pelo menos 5.400 anos atrás, quando os sumérios produziam a bebida para oferecê-lo à deusa Nina(se pesquisar muito mais, chegará a iemanjá). Além disso, ele era utilizado pelas egípcias, que tinham a crença naquela época de que o chopp era uma verdadeira fonte da juventude, e também como pagamento a trabalhadores. Topo fazer o teste e aceito a forma de pagamento.

A bebida possuía um sabor muito mais forte e uma coloração bem mais escura do que o chopp que conhecemos hoje. Já na Idade Média, ele ganhou aroma e sabor mais parecidos com os do séc XX, graças a monges católicos que produziam chopp nos mosteiros. 

Dessa forma, o chopp ficou bem mais claro e suave comparado à época que foi criado, além de alcançar uma maior duração. 
Alguns séculos depois, os cervejeiros de Pilsen (cidade localizada na República Tcheca) foram responsáveis por um dos maiores avanços do chopp ao descobrir a baixa fermentação, em 1839. 

Já em 1876, Louis Pasteur, que não tinha nada de "pasteur" (perco o post, mas jamais a piada - mesmo piada requentada) publicou estudos ligados à fermentação de microorganismos, que resultaram na criação da pasteurização. 

Nacionalmente falando, os brasileiros tiveram acesso ao chopp no ano de 1808. Ele veio da Europa para o Brasil através da família real portuguesa, que estava de mudança para o antigo Brasil-Colônia. Já a fabricação do primeiro chopp que se tem notícia no país aconteceu pela primeira vez apenas em outubro de 1836, quando um anúncio no Jornal do Commercio mostrava a "Cerveja Brazileira".